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034 - Apple Não Inova?

Resposta curta e grossa: não. Nunca inovou. O Steve Jobs sempre foi adepto da frase de Pablo Picasso, “Bons artistas copiam, grandes artistas roubam”. O filme Piratas do Vale do Silício mostra isso, a bandeira pirata na sede da Apple era a prova que ele estavam ali para pilhar, matar e destruir (a IBM, claro).

Então o que explica a Apple revolucionar os mercados de música, telefonia e computação pessoal? Extrema competência em fazer as coisas.

Mas por que ela parou de inovar? Respondo, nunca parou!

Ela nunca inovou em termos de criar uma nova tecnologia, mas nunca parou de inovar em fazer equipamentos que just works. Já parou para pensar que iPhone e iPad não foram feitos para geeks e nerds? Para eles tem o Android S3!

A Apple faz equipamentos para pessoas comuns que usam a tecnologia como uma ferramenta na vida, não como meio de vida. São duas coisas bem diferentes. Uma usa o smartphone para trabalhar o outro trabalha com smartphone. Até poderia dizer que o segundo vive para o gadget.

Quando falo just works quero focar no just, pois um iPhone e iPad não faz nada de demais! Já viu um iPhone rodando Super Mario Bros conectado na televisão e com controle do Xbox 360? O iPhone não tem acesso ao sistema de arquivos, o usuário não precisa se lembrar onde gravou o arquivo, se foi no telefone ou no SD. Por isso o usuário adora o iOS, pois o libera para just works também.

A Apple não está interessada em ser líder ou ser responsável por alguma peripécia tecnologia, mas ela quer lucro. Enquanto estive dando lucro, ela estará contente. Você sabia que o mercado do iTunes é maior que a Nokia, inteira? Na minha visão a Apple não está deixando a bola cair, ela apenas está melhorando aquilo que o usuário já adora. O iPhone 5 e o iPad Mini é a prova disso. O usuário não precisa aprender a usar o equipamento a cada nova geração, ele compra um equipamento novo e sai usando feliz e contente.

O que você espera para o iPhone 6? Tela 3D? Holografía? Seria muito maneiro, mas pode esquecer. Acredito mais na Apple inovando na experiência com o usuário como por exemplo Passcode e Siri, do que inventando um novo teclado ou widgets para a tela principal. Ainda teremos produtos evoluindo por muito mais tempo na Apple, pois construir um carro sem motorista, um óculos igual do Google ou relógio igual ao Pebble não faz parte da filosofia just works.

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033 - Pebble

Finalmente lançou! Após um grande sucesso no Kickstarter finalmente lançou o que deva ser o relógio mais legal já criado, o Pebble.

O Pebble popularizou o chamado smartwatch. Diferente do termo horroroso “Phablet” ele é um nome bem simpático. Ele não é o primeiro smartwatch do mercado. Lembro que na minha infância, o relógio mais nerd era aquele Casio com calculadora. Sensação nos anos 80, esses relógios eram sinônimo de status, pelo menos mostrava quem tinha algum tio ou tia que ia para o Paraguai.

Nos anos 90 lembro de que o meu maior desejo em termos de relógio era um Timex Datalink que tinha um sensor que recebia dados do computador! Numa época que não existia USB e Bluetooth, o relógio tinha um sensor que “lia” um código exótico que o seu programa gerava no monitor e aí você apontava o relógio para a tela do computador e carregava a agenda dele com os nomes e telefones que você havia digitado no computador, era genial!

O Pebble é a evolução do relógio geek. Ter um Pebble hoje eu considero ser um übber-nerd. Quem mais precisa ter as mensagens de SMS, iMessage, trocar de música ou ver quem está ligando pelo relógio? Ele ainda tem GPS e usa Bluetooth para se comunicar com o smartphone. Só isso já seria motivo para ser bom, pois “tudo fica melhor com Bluetooth”.

Além disso o geek vai a loucura com a possibilidade de escolher um aplicativo no celular e baixar para o relógio, isso é genial e aí deva estar a grande sacada da Pebble. Agora eles precisam correr para disponibilizar as APIs para que outros desenvolveres possam criar programas para ele. Não vejo a hora de ter o meu e não vejo a hora de poder fazer checkin no Foursquare usando o Pebble!

Eu não tive relógio de calculadora, pois não tinha nenhum conhecido para trazer para mim do Paraguai. Eu não tive um Timex Datalink pois meu pai dizia que não tinha dinheiro. Mas agora não estou encontrando motivos para eu ter o meu Pebble. Talvez possa ser vetado por ser feio, mas quem importa, ele tem Bluetooth!.

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top10basf:

Os americanos criaram o funk. Foi lá nos anos 60. Uns negões. Misturaram o soul, o jazz e o R&B e “ei, isso ficou bom”.   

Saca o groove. 

1. Bar-Kays - Too Hot Stop
2. Stevie Wonder - Superstition
3. Betty Davis - If I’m In Luck I Might Get Picked Up
4. Herbie Hancock - Chameleon
5. Rufus - Tell Me Something Good
6. Sly & the Family Stone - Thank You
7. Cymande - Brothers On The Slide 
8. The JB’s - Pass The Peas 
9. Funkadelic - Can You Get To That
10. Baby Huey - A Change is Going to Come

wtf by Fred Fagundes on Grooveshark

Link: http://tny.gs/14CYK8d

Isso é o verdadeiro funk!

Reblogado de top 10 basf
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032 - Fim do Furlan2Android

Há um tempo eu estava com a decisão de compra de um Galaxy Note 2 tomada. Depois de encher os meus seguidores no Twitter acho que a história do #furlan2android está suspensa.

Meu irmão comprou um Note 2 e deixou comigo por uns dias e eis o veredito: não rolou.

Não gostei do aparelho como conjunto da obra. Primeiro, para quem está acostumado com iOS, iPhone e iPad não consegue pensar em plástico como sinônimo de qualidade. O Android não é ruim, mas não gostei de ver alguns aplicativos capados, quando comparados com as versões iOS. Evernote por exemplo não tem ainda a opção de tirar fotos de documentos com os ajustes corretos de cores e contrastes para documentos como temos nos iPhone. Isso me incomodo demais.

Quando vi vários vídeos sobre emuladores de Nintendo, PS2 e muitas outras coisas fiquei todo animado, mas pensando bem, quando eu usaria aquilo se nem de vídeo game eu gosto!

Compartilhar música e vídeos. Conto em metade dos dedos de uma mão quantas vezes precisei disso. Além do mais, sou muito chato com a organização dos meus arquivos de música, quando pego um pendrive de algum amigo e encontro um diretório chamado MP3 e lá dentro encontro “3.mp3”, ou “pearjeam.mp3” eu fico com espasmos compulsivos. Então isso também não me interessa. Outra coisa, usar cartão SD. Comentaram comigo que eu poderia tirar o cartão e colocar no aparelho de som do carro. Depois que experimentei o Bluetooth no som do carro, SD e pendrive não fazem mais sentido. Só confirmou que “Tudo fica melhor com Bluetooth”. Mais um caso de uso descartado.

Sobre o Note 2, o aparelho é espetacular, muito rápido, não engasgou nenhuma vez, fazendo com que a minha primeira experiência real com o Android fosse muito positiva, mas preciso confessar uma coisa, ele é muito grande mesmo.

Cheguei a conclusão que juntar smartphone com tablets não foi uma boa idéia. Eu senti que os tais phablets não são tão geniais assim. O que mais me incomodou foi o desconforto dm segurá-lo na mão para ler e mexer com ele. Escrever foi muito bom, mas está muito mais próximo do smartphones do que dos tablets. Impossível usá-lo com apenas uma mão, e poder usar o celular com apenas uma mão é vital para mim, quem tem criança sabe do que estou falando.

Eu ainda fico com a dupla smartphone e tablet. Tanto é que estou carregando meu iPad comigo como experiência e até agora tem dado certo. Carregar os dois faz mais sentido do que essa loucura (aqui).

Essa idéia da HTC é muito diferente do nati-morto Folio da finada Palm e do [Laptop Dock](http://clamcase.com/clambook-android-and-iphone-laptop-dock.html) da Clamcase. Aqui a proposta é justamente diferente, estender as funcionalidades do smartphone sem tomar o seu lugar. Gosto da ideia mas não tenho muitas esperanças que isso irá pegar..

No mesmo dia que peguei o Note 2 a minha esposa ganhou um iPhone 5. Quando peguei o iPhone 5 na mão eu entendi porque a tela ficou mais cumprida e não mais larga. Já estamos acostumados com a largura do iPhone e essa é a largura mais ergonômica do mercado. Meu presente de Natal de 2013 já tem modelo, cor e capacidade, e será da Apple.

Estão, essa minha queda pelo Android e celular gigante passou, não sei se é definitiva, mas o iPhone ainda é a minha preferência, tanto em usabilidade quanto em beleza.

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031. Gosto Se Discute

Comentário para o episódio 334 do podcast Café Brasil, Gosto não se discute?

Olá Luciano,

Sei que você prefere mensagens que discordem de você pois podem gerar discussões, mas nesse episódio eu não consegui discordar em nada. Concordo plenamente: gosto se discute sim.

Gosto pode ser desenvolvidos sim e depende da pessoa evoluir ou não. Tenho alguns exemplos:

Quando eu era criança eu queria comer somente no Mc Donalds, pois gosta muito. Quando fiquei jovem ainda gostava, mas também comecei a buscar comidas diferentes e isso refinou meu paladar. Hoje ainda gosto de Mc Donalds, mas prefiro um hambúrguer mais refinado, daqueles feitos de carne de verdade. Ou seja, gostar de hambúrguer não é mal gosto, mal gosto é preferir hambúrguer fast-food.

Ter bom gosto não é sinônimo de burguesia, não é uma forma de superioridade, mas é demonstrar que que você procurou melhorar suas preferências e procurou coisas melhores. Concordo que o gosto é uma forma de você estar aberto a outras possibilidades.

Uma coisa que gostaria de adicionar é que bom gosto precisa ser ensinado.

Se você não ensinar seu filho a falar corretamente ele provavelmente não será motivado a procurar melhorar quando for adulto. Meu pai sempre me ensinou a falar direito, a usar as palavras corretamente, a evitar gírias e palavrões. Hoje eu faço a mesma coisa com meu filho.

Estava eu na casa da minha sogra e sobre a mesa tinha um limão cortado espetado com cravos. De acordo com ela aquilo iria espantar os mosquitos. Se funciona eu não discutirei aqui, mas quando meu filho de seis anos viu aquilo disse “o que é esse negócio com isso aí?”. Na mesma hora eu disse para ele que aquele “negócio” e “isso” tinham nome e pedi para ele repetir a frase. Ele podia não saber qual o nome do “cravo”, mas que o “limão” estava “espetado” com alguma coisa ele sabia, mas pareceria estar com preguiça de tentar falar direito. Poderia deixar passar, mas quero tentar motivá-lo a falar corretamente.

E percebi que o mal gosto pode ser a manifestação de preguiça em buscar algo melhor, de evoluir em determinado assunto.

Gostar de funk (aquele de baile da favela) pela curtição é uma coisa, mas ouvir isso o dia inteiro como meu vizinho já é demais. Gostar de ouvir aquele tipo de música é realmente um caso de mal gosto. Não vem me dizer que é cultura popular, manifestação do povo e tal, pois não consigo aceitar que alguém goste tanto de músicas com aquelas letras.

A mesma coisa para novelas, BBBs, Zorra Total, Faustão e outros lixos. A desculpa de estar apenas relaxando não cola. Você não está relaxando, apenas tem mal gosto.

Um forte abraço, Flávio Furlan

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030. Tarde Demais Para o WP8

Ouvindo um podcast de tecnologia eu ouvi que o Windows Phone 8 não pegaria, pois a Microsoft simplesmente chegou tarde demais no mercado de smartphones. A frase em si é bem perigosa, pois faz sentido, mas esconde o verdadeiro motivo.

Não quero dizer que o Windows Phone não terá sucesso em conseguir brigar com iOS e Android, mas se esse sucesso não vier, não podemos dizer apenas que foi porque a Microsoft chegou tarde, mas porque não teve competência em entregar um sistema que agradasse o público.

Culpar o __time to market__ é muito fácil, difícil é enfrentar o fato que as estratégias usadas não deram certo. Talvez se eu tivesse que dar satisfação para uma multidão de acionistas eu veria o __time to market__ com outros olhos.

Peguemos o exemplo da Google, que conseguiu dois feitos graças a sua competência, dominar os mercados de busca e navegadores. No caso das buscas ainda acho muito mais incrível, pois há alguns anos atrás o mercado de busca estava dominado por nomes como Alta Vista e Yahoo!. Lembro que quando experimentei o Google pela primeira vez o maior apelo dele era a velocidade de busca. Hoje estamos acostumados em visualizar os resultados conforme vamos digitando, mas na época do Alta Vista as buscas demoravam “eternos” 3 ou 4 segundos para serem carregadas. Sem contar a relevância. Se você não achasse alguma coisa no Yahoo! partia-se para o Alta Vista, que retornava sempre incríveis milhares de resultados, mas sabe-se lá a relevância desse resultado.

Então se o Windows Phone ou BlackBerry 10 não fizerem sucesso é por culpa das respectivas empresas em não apresentar um produto que atraia os consumidores a ponto deles abandonarem outras plataformas já estabelecidas, e não apenas porque os assentos já estão ocupados pela Apple e Google.

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029. Culpa dos Pais

Quem já assistiu mais de um episódio de programas do tipo Super Nany já deve ter reparado que o mal comportamento daquelas crianças tem sua causa raiz nos pais. Ou seja, o mal comportamento das crianças não é culpa delas mas de seus pais.

Nesses programas vemos as Super Babás tomando ações de correção com as crianças e também com os pais, sendo esses dois os mais difíceis de se corrigir.

Minha esposa tem um blog sobre maternidade e filhos e por isso esse assunto está sempre em pauta em casa. Um dos temas recorrentes é alimentação. Quem conhece nos conhece sabe que somos muito chatos com alimentação, pois sabemos que é na infância que os hábitos alimentares serão definidos, então não consideramos um mero capricho esse cuidado, mas um investimento na vida de nossos filhos.

Não quero fazer nenhum juízo de valor, mas colocar refrigerante na mamadeira para mim é demais! Os meus filhos não tomam refrigerante, nunca experimentaram. Não estão perdendo nada, pelo contrário, estamos fazendo um favor a eles de não deixa-los viciados como seus pais (shame on me).

Quero dizer com isso que eles poderão sim tomar refrigerante quando forem mais velhos. Não precisarão de dois litros para ficarem satisfeitos, mas apenas uma pequena porção já bastará.

Outro dia ouvi de um pai que a sua filha era impossível, se ela cismasse com alguma coisa nada poderia ser feito para evitar. Culpa da criança? Não creio. Criança fazendo birra no shopping? Culpa de quem? Pais.

Mesmo sendo a criança a protagonista da cena, já reparou que os olhares de reprovação vão direto para os pais?

> O filho sábio alegra a seu pai, mas o filho insensato é a tristeza de sua mãe.

A frase acima não foi tirada de nenhum livro ou blog sobre educação de filhos, mas da Bíblia. Ela já nos alertava de quem iria sentir a vergonha do mal comportamento dos filhos, os pais, em específico a mãe.

Por isso todas as vezes que ocorre algum mal comportamento dos meus filhos logo penso que aquilo merece um repreensão e correção imediata, pois não quero sentir vergonha de seus comportamentos, pois saberei que aquilo será reflexo da minha incompetência como pai em educá-lo.

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028. 104 Chamadas

Na madruga do dia 27 de Janeiro uma tragédia aconteceu na cidade de Santa Maria, RS. Foram 233 mortos, a maioria jovens entre 16 e 20 anos. Para um pai isso já seria motivo mais que suficiente para chorar, mas uma outra coisa me deu um nó na garganta.

Na terceira temporada do seriado Breaking Bad o traficante Jesse passa um episódio inteiro ligando para o celular da sua namorada somente para ouvir a mensagem gravada, pois aquilo era a única lembrança que havia sobrado após a sua morte por overdose. Jesse pára somente quando a linha é desabilidade e ele finalmente __let her go__.

No episódio de Santa Maria os bombeiros colocaram os corpos carbonizados em uma quadra para para futuro reconhecimento. Se não bastasse a dor de levar corpos desses jovens, foi ouvir celulares nos bolsos dos falecidos tocando.

De acordo com relatos nenhum bombeiro teve coragem de atender e dar a notícia para quem estava ligando. Um dos celulares encontrados tinham até aquele momento 104 ligações não atendidas. Número identificado: Mamãe.

Se ninguém tem coragem de atender, imagine se alguém tem coragem de dizer para essa mãe parar. Será que essa mãe tem coragem de parar de ligar? E se atender? Sua esperança é inabalável. Ela é mãe.

Não consigo imaginar a dor de perder um filho. Isso não é natural. Quando seus pais envelhecem e morrem você fica órfão. Quando seu cônjuge falece, você fica viuvo ou viuva. Quando seu filho morre não tem nome. Não existe. De novo, isso não é natural. Creio essa ser uma das perdas mais difíceis de superar.

Um episódio de perda de filho acontecera perto de mim há a alguns anos. O episódio foi realmente muito triste e chocou toda a família. Os pais não aceitaram aquela perda a ponto deu achar que eles haviam pirado, até hoje eles não desfizeram o quarto do filho. Hoje como pai entendo plenamente isso e não posso afirmar que eu não pirara também.

Para os pais desses jovens mortos eu oro para que Deus os console seus corações nesse momento insano. Para aqueles que possuem filhos oro por sabedoria para os pais e para seus filhos. Para a mãe que está ligando para o celular daquele ou daquela jovem… não tenho nada sábio a dizer, apenas deixarei que ela continue ligando.

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027. Realizações

“I never see what has been done; I only see what remains to be done.” — Buda Clear Quotes

Nossa sociedade nos ensina justamente enxergar as coisas dessa maneira, esquecer o que foi feito e apenas olhar para o que temos pela frente. Concordo que isso possa estar certo, mas nunca olhar para trás também acho muito arriscado.

Estamos numa onda de empreendedorismo. Muitos afirmam, com razão, que nunca houve época melhor para se criar um novo negócio, nunca foi tão fácil realizar uma ideia como hoje. E sendo assim, na literatura sobre o tema podemos ver o mesmo tempero, “pare de pensar e faça”.

O foco está totalmente no futuro, naquilo que ainda temos a realizar. Estão certos, até porque empreender significa em linhas gerais, oferecer algo novo, e ficando preso aos feitos do passado você não conseguirá chegar a lugar algum. Por isso que eu defendo não ficar preso às realizações do passado, mas também não perde-las de vista.

Eu não devo ser o único, mas eu posso afirmar que tenho muitas ideias de novos produtos, muitas mesmo. Eu comecei a anotá-las, mas a lista começou a ficar gigante. Não eram ideias não realizáveis ou “malucas”, mas todas tinham um caminho para serem produzidas e lançadas. Com o número cada vez maior, essa lista que antes me servia de escape para aliviar a cabeça, começou a ter o efeito oposto: criar cada vez mais angustia. Tantas ideias, produtos, websites, aplicativos etc., mas nenhum tempo para realizá-las.

O tempo foi passando e a angustia começou a ficar cada vez maior. Lembro de desabafar com um amigo meu que eu gostaria de não ter tantas ideias para eu poder focar em apenas uma e realizá-la por completo.

Fiz esse mesmo desabafo com o meu irmão mais velho. Lembro de ter comentado com ele que eu sentia que a minha vida estava passando e não tinha feito ainda nada daquilo que eu queria. Na mesma hora ele me alertou que aquilo não era verdade, que era para eu parar e pensar na família que eu tinha, meus filhos, minha casa, emprego e outras coisas. Que já havia realizado muitas coisas sim. Claro que tirando a casa, o carro e algumas outras bugigangas, nada poderia ser vendido como um produto, mas tudo aquilo não deixava de ser uma realização.

Em termos de “produtos” posso dizer que o ano de 2012 começou com muitas coisas planejadas e comparando o resultado planejado com o realizado eu poderia considerar um ano perdido, um fracasso. Mas como considerar um fracasso o ano do nascimento da minha filha, o terceiro na linhagem Furlan! A felicidade do nascimento da Sara nunca poderia ser sobrepujado com a frustração do adiamento de outros projetos.

Não estou advogando para ficarmos acomodados, mas apenas para tomar cuidado em não se afogar num mar de ideias não realizadas e não esquecer outras realizações igualmente importantes para nossa vida.

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